quinta-feira, maio 11, 2006

Brutal narcisismo

Manuel Maria Carrilho apresenta hoje um livro intitulado "Sob o Signo da Verdade", no qual pretende pôr a nú todas as manobras maquiavélicas que o impediram de vencer as eleições autárquicas em 2005.

Não estou a pensar ler o livro (tenho melhores coisas para fazer com o meu tempo)
, mas alguns excertos divulgados pela comunicação social permitem ter uma ideia do que se pode esperar. É o típico "disparar em todas as direcções", na tentativa de mostrar que o seu projecto para Lisboa era infinitamente melhor que os outros, mas que os seus inúmeros inimigos usaram de todas as armas possíveis e imaginárias para impedir que ele vencesse.
E para aqueles que acham ser este assunto de somenos importância, atentem bem no subtítulo do livro: "Retrato da mais brutal campanha negativa feita no Portugal democrático"!
Quanto ao próprio Carrilho, obviamente, não tem qualquer culpa no cartório. Enfim, um autêntico caso de estudo...

Para quem se quiser divertir um bocadinho sem ter de comprar o livro, sempre pode assistir à "Grande Entrevista" com Carrilho, hoje às 21 horas na RTP1.

4 comentários:

Em 11 maio, 2006 23:22, Blogger Gama Franco disse...

Se calhar bate as crónicas do Miguel Esteves Cardoso, só que este não foi escrito tendo a sátira como objectivo. Pode ser uma leitura interessante.

Já há algum tempo que não se falava do homem. Devia estar com medo de cair no esquecimento.

Abraços.

 
Em 13 maio, 2006 00:00, Anonymous Capitolina disse...

Provavelmente não é um exercício narcisista.
Qualquer pessoa que acompanhe a comunicação social sabe que Carrilho não é dela um bem amado; também se sabe que muitos dos nossos jornalistas substituíram a ética pelo gosto das superficialidades e do fait-divers. Com estes dois ingredientes acabaram por ter em relação ao Carrilho atitudes claramente ofensivas. Isto independentemente do seu contributo para a derrota.
Logo, ficou com a pedra no sapato e agora arremessou-a. E assim deu a essa mesma comunicação social matéria para muitos comentários em muitos tons.

 
Em 13 maio, 2006 00:24, Blogger naïf disse...

Não discuto a ética ou qualidade de grande parte da nossa comunicação social.
Mas considerando que:
- Carrilho faz questão de pertencer à classe alvo dos media, quanto mais não seja pela sua constante presença na imprensa "cor-de-rosa";
- o dito "vídeo familiar" dificilmente seria alguma vez feito se a mulher de Carrilho não fosse quem é;
- Carrilho se apresenta normalmente como pessoa arrogante, sem capacidade de contacto com o eleitorado;

Parece-me que bom senso seria aprender com os erros, e "partir para outra". Do modo que as coisas estão, Carrilho surge apenas como um mau perdedor à procura de bodes expiatórios.

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele...

 
Em 13 maio, 2006 22:15, Anonymous Capitolina disse...

Para mim o mais inexplicável e estranho da coisa é ter sido o Emídio Rangel a apresentar o livro. Quem não se lembra da SIC do Rangel, em que valia tudo mesmo arrancar olhos? aquele miserável que se gabava de vender presidentes da república como vendia sabonetes?...
E agora é seleccionado pelo Carrilho para a diatribe com a imprensa, como se fosse um modelo da comunicação social? É demasiado esturro, lá isso é.
É um mundo de lantejoulas muito doente, esse que essa gente palmilha.

 

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