domingo, julho 30, 2006

À merda, uns e outros!

Mais um ataque israelita no Líbano. Dezenas de mortos, a maior parte crianças. Não consigo ver as imagens até ao fim, é demasiado doloroso.

Também não consigo perceber o que se diz por aí sobre esta guerra. Israel está apenas a defender-se? Quem não concorda é anti-semita? O Hezbollah é a face da revolta libanesa e palestiniana? As vítimas são maioritariamente terroristas?
À merda, digo-vos eu! À merda, uns e outros!

O que se passa no médio oriente é uma autêntica guerra entre terroristas, com ambos os lados fazendo-se passar por exércitos divinos, com o respectivo Deus do seu lado.
Como é possível defender qualquer um dos lados? Como é possível os tradicionais aliados de Israel continuarem a apoiar uma autêntica matança de civis libaneses? Como é possível os tradicionais aliados árabes continuarem a dizer que Israel não tem direito a defender-se quando é atacado por mísseis lançados às cegas, com o único objectivo de lançar o terror fazendo tantas vítimas quanto possível?
À merda, uns e outros!

Numa guerra entre gangs de rua, onde se acerta em quem passa, alguém se lembra de tomar partido por um dos gangs?! À merda com eles, o importante é salvar quem nada tem a ver com o assunto!

Em vez de o Mundo se degladiar com argumentos em favor de um ou outro lado, contando espingardas enquanto propõe acordos de paz, devia era defender os inocentes que morrem todos os dias, num e noutro lado.
Enquanto houver uma voz a favor destes ou daqueles, esta guerra entre terroristas continuará. Mas a guerra devia ser outra. A guerra devia ser entre "nós" e "eles". Nós queremos seguir o nosso caminho em paz. Eles estão dispostos a matar-nos (e a matarem-se) se não seguirmos o caminho deles. E que ninguém se iluda: tanto Israel como o Hezbollah estão do outro lado.
É preciso que o Mundo tenha coragem de dizer: à merda com eles!

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Solteiro não entra

aqui tinha feito referência à falta de ética de certo tipo de publicidade. Um dos métodos mais conhecidos é o do telefonema a anunciar que acabámos de ganhar um prémio, e que para o receber basta dirigirmo-nos a uma certa morada onde o dito nos será entregue sem mais questões nem exigências. Normalmente, sai-se de lá com menos uma centenas ou milhares de euros, gastos naquilo que não precisamos nem pensámos vir a precisar.

Recentemente recebi um telefonema da Munditravel, que supostamente estaria a sortear diariamente 10 fins de semana em turismo rural, para promover uma nova loja. Eu, obviamente, tinha sido um dos felizes contemplados, e para receber o prémio só tinha de ir com a minha mulher à nova loja. Quando disse que tinha de ir só eu, perdi direito ao prémio. Pelos vistos, por vezes só valemos algo quando somos parte de um casal. Coitados dos solteiros, que não têm direito a estes maravilhosos prémios!

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quinta-feira, julho 13, 2006

Religião - a raíz do mal?

A propósito deste meu post sobre ateísmo:

Vi recentemente o documentário “The Root of All Evil?”, da autoria de Richard Dawkins, e transmitido há poucos meses no Channel 4 britânico.
Dawkins, cientista conhecido pela sua luta contra as teorias do creacionismo e contra o que alega serem os perigos da religião, afirmou, na sequência dos ataques de 11 de Setembro de 2001:

Many of us saw religion as harmless nonsense. Beliefs might lack all supporting evidence but, we thought, if people needed a crutch for consolation, where's the harm? September 11th changed all that. Revealed faith is not harmless nonsense, it can be lethally dangerous nonsense. Dangerous because it gives people unshakeable confidence in their own righteousness. Dangerous because it gives them false courage to kill themselves, which automatically removes normal barriers to killing others. Dangerous because it teaches enmity to others labelled only by a difference of inherited tradition. And dangerous because we have all bought into a weird respect, which uniquely protects religion from normal criticism. Let's now stop being so damned respectful!


No final do documentário, Richard Dawkins cita Steven Weinberg, Nobel da Física em 1979:

Religion is an insult to human dignity. With or without it you would have good people doing good things and evil people doing evil things. But for good people to do evil things, that takes religion.

A ver, sem preconceitos.

Links para o documentário (em inglês, sem legendas):
Parte 1
Parte 2

3 comentários:

Em 13 julho, 2006 15:51, Blogger Flower disse...

Acho que tudo o que é levado ao extremo é muitíssimo perigoso, é a precedência das obsessões. E na religião isto é particularmente delicado,uma vez que o ser humano ten necessidade de acreditar em algo e de seguir os seus pares.

Falando das minhas convicções pessoais, apesar de não acreditar em deus como entidade superior criador da terra e de todos os seres (pois a minha formação não o permite), a verdade é que existem sempre momentos em que, conscientemente ou não, estendo a compreensão dos acontecimentos para algo exterior ou inacessível ao ser humano. Posso chamar-lhe universo, natureza, deus ou energia, mas a verdade é que como ser material que sou, esta massa não me explica na totalidade. Desta forma, procuro indagar até que ponto é que essa imaterialidade pode afectar-me emocional e espiritualmente. Porque afinal, sou um animal mas, ao contrário das tartarugas, o meu corpo não chora para se equilibrar homeostáticamente.

Tudo isto só para dizer que acredito que somos serescomplexos e que tendemos para + infinito!

Beijinho

 
Em 15 julho, 2006 16:41, Anonymous nuno disse...

(...)But for good people to do evil things, that takes religion.

esta frase do weinberg ilumina-me. ;-)

 
Em 17 julho, 2006 19:22, Anonymous Lago disse...

A religião pode ser a heroína da humanidade...diria Marx hoje?

"Pode" por recordar-me que ela, por vezes, criação humana ou revelada, pode ser libertadora ou tornar-se castradora.
São tantos os exemplos...em seu nome levantaram-se povos e esmagaram-se outros..fizeram maravilhas e atrocidades.

Contudo, ela preenche o vazio que a ciência não explica.

 

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segunda-feira, julho 10, 2006

And the million dollar question is...

O que terá dito o italiano para pôr Zidane naquele estado?

2 comentários:

Em 10 julho, 2006 18:09, Blogger Manuel disse...

Essa é que teria sido a grande jogada no Portugal-França. Um jogador português dizia a frase mágica (podia ser o Pauleta para sair lesionado a seguir) e trás...Zidane passava-se e era expulso.

 
Em 10 julho, 2006 21:29, Blogger Catarina disse...

:)
Não deve ter sido nada bonito, sem dúvida. E eu continuo a gostar do Zidane :P

 

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