quinta-feira, setembro 28, 2006

Vida familiar

De uma crónica sem particular interesse, de um senhor - Paulo Nogueira - que não conheço, ficou-me da última edição do Expresso a seguinte frase: "os casais precisam de três vidas - uma para ele, uma para ela e uma para ambos".
Eu acrescentaria uma quarta vida, para os filhos.
E é no delicado equilíbrio entre estas quatro vidas que se joga a felicidade de um casal. Sacrifique-se uma em nome de outra, e a relação está condenada ao fracasso ou a ser mantida à custa da infelicidade de um ou de ambos os elementos do casal. E há tanto disto por aí!...

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terça-feira, setembro 26, 2006

A decência não mora aqui (cartoon)


In Diário de Notícias, 24/Set/2006.

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sexta-feira, setembro 22, 2006

A decência não mora aqui

O Correio da Manhã (CM) noticia hoje a existência de um "documento secreto" da ANMP (Associação Nacional de Municípios Portugueses) onde se estabele a estratégia de combate à nova Lei das Finanças Locais proposta pelo Governo. Parte dessa estratégia passa por suspender despesas com GNR, PSP, escolas, centros de saúde, recolha de lixo, etc.

A primeira reacção deveria ser de desconfiança. O CM não é propriamente uma referência em termos jornalísticos, e a ANMP é suposto estar preocupada com os cidadãos que representa (indirectamente, através das autarquias).

Infelizmente, pouca gente duvidará da veracidade da notícia, pois esta ANMP há muito deixou de ser nossa representante, estando mais preocupada em defender os caciques que proliferam País fora.

Vejam lá se, na lista de subsídios que os associados da ANMP pretendem reduzir, aparece o que quer que seja relacionado com futebol. Nada, nem uma palavra! Podemos ficar sem PSP, sem GNR, sem escolas, sem Centros de Saúde, e sem recolha de lixo. Agora, sem futebol?! Nunca!

E que dizer de notícias recentes sobre a venda de dívidas futuras por parte de algumas Câmaras Municipais?

Curiosamente, com o mesmo plano a ANMP também pretende alterar a ideia generalizada de que as autarquias são sinónimo de "despesismo, corrupção e 'construção civil'".
Por mim, não se preocupem. Eu sempre soube que os "casos" noticiados em Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria, Braga, Guimarães, Felgueiras, Marco de Canavezes, e mais umas dezenas (centenas?) de cidades, fazem parte de uma conspiração contra a ANMP e seus associados.

Ruas, amigo, o povo está contigo!

2 comentários:

Em 22 setembro, 2006 23:32, Anonymous capitolina disse...

O Jardim da Madeira tornou-se o modelo a imitar. E o actual presidente da ANMP vai-lhe no encalço a toda a brida...

 
Em 11 outubro, 2006 22:43, Anonymous capitolina outra vez disse...

Viram como o homem mais tarde disse que não disse o que disse?...
É tão baixo, tão repelente que não tem medida para o comportamento soez.

 

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quinta-feira, setembro 21, 2006

Furaquinhos

No nosso cantinho à beira-mar plantado não precisamos de furacões para que se gere a confusão total - qualquer "furaquinho" faz o serviço.

Chuva forte, greve do metro de Lisboa, e uma auto-estrada transformada numa piscina são suficientes para lançar o caos durante o dia inteiro. Às 8 da manhã, a fila na A5 atinje já os 15 km.


Não me surpreende - às 7 horas vi eu um carro a despistar-se e outro a escapar por uma unha negra. Mesmo que a velocidade tenha tido alguma influência, o facto é que a auto-estrada tinha pelo menos 3 ou 4 locais onde a água acumulada não andaria longe de um palmo de altura.
Como é que isto é compatível com a obrigação da Brisa em garantir uma estrada segura, não sei.

1 comentários:

Em 11 outubro, 2006 22:39, Anonymous capitolina disse...

Pois!... As estradas exigem que exijamos outra exigência aos responsáveis. Mas... enquanto estas forem as estradas que temos, filho meu tem o dever de adaptar a sua velocidade à realidade que sabe existir.

 

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quarta-feira, setembro 20, 2006

Haverá esperança?

Determinou o Ministério da Educação (ME) que o ano lectivo do ensino pré-escolar deveria começar este ano entre 11 e 15 de Setembro.

No dia 12 - já dentro desse período, e quando muitas escolas já funcionavam -, recebi um telefonema a informar-me que o meu filho tinha conseguido entrar no jardim de infância local. Claro que ninguém me devolve as centenas de euros que eu já tinha gasto na inscrição num colégio privado, por ter sido antes informado pelo mesmo jardim de infância que, dada a incapacidade do Estado em providenciar escolas suficientes para o ensino pré-escolar, seria praticamente impossível o meu filho ter lugar numa escola pública.

Na reunião de pais, dois dias depois, foi anunciado que, também por determinação do ME, este ano haverá prolongamento para além das 15h00 habituais, mas na escola não fazem a mínima ideia em que data é que esse prolongamento vai começar, quem será responsável pelas crianças, que tipo de actividades haverá, etc.
Ou seja, cabe-me a mim arranjar maneira de alguém ir buscar o miúdo às 15:00, por tempo indeterminado, até suas excelências decidirem sobre o prolongamento, e eu poder então decidir como organizo a minha vida.

Algum dia nos habituaremos a pensar bem nas coisas antes de as fazermos, e depois fazê-las a tempo e horas?

1 comentários:

Em 20 setembro, 2006 21:54, Blogger GBorges disse...

É o nosso Portugal, onde impera a lei da cigarra em detrimento da da formiga, ou seja, remedia-mos o mal que está feito em vez de o precavermos.

Aquele Abraço
Gonçalo

 

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Água de colónia

A maior parte dos tarifários de água canalizada, determinados a nível municipal, são baseados em escalões. Quer isto dizer que quanto mais água se gasta mais caro é cada litro (ou m3).
Até aqui tudo bem - a água é um bem precioso, há que incentivar a poupança, e obrigar os esbanjadores a pagar por o serem.

O problema é que os escalões não têm em conta a dimensão do agregado familiar. Não é preciso ser-se um ás da matemática para se perceber as consequências imediatas disto: quanto maior a família mais cara custa a água! Por mais poupada que seja uma família grande, acaba a pagar mais por cada litro de água do que uma família pequena.

Eis um exemplo real: no concelho de Cascais, a minha família (6 elementos) paga, por m3 de água, o dobro de uma pessoa que viva sozinha (assumindo um consumo per capita de 3,5 m3 mensais).
Alguém me consegue explicar a lógica disto?

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas tem vindo a alertar as Câmaras Municipais para esta situação, mas até ao momento apenas 18 dos 308 concelhos existentes em Portugal aceitaram adoptar um tarifário mais justo.

Pessoalmente, já escrevi para a Câmara Municipal de Cascais e para a empresa Águas de Cascais, mas nem resposta obtive.

Por este andar, qualquer dia passo a lavar o rabinho com água de colónia. Sempre sai mais barato...

1 comentários:

Em 20 setembro, 2006 23:44, Anonymous Natacha disse...

Mais barato e mais cheirosinho!

 

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