terça-feira, abril 24, 2007

Honorífico - agora a sério

Pensando bem, a hipótese de ter cartões bancários com o título honorífico da nossa escolha pode alargar os horizontes. Senão vejamos:


Advogado - um verdadeiro "joker", útil para nos livrarmos de qualquer problema sem ter de apresentar qualquer explicação plausível. Aliás, quanto menos plausível for a explicação mais perfeito será o disfarce.

Almirante - para quem usa os barcos da Transtejo, permite o acesso à "ponte" do comandante.

Arquitecto - para aqueles sonhos sexuais nunca realizados.

Barão, Conde, Marquês, Príncipe, Visconde - para caçar senhoras de meia idade com 3 plásticas faciais, nas festas da socialite cor-de-rosa.

Cardeal - estacionar em Fátima no 13 de Maio deixa de ser um problema.

Doutor - muito visto, não sei se terá algum valor neste momento.

Embaixador - junte-se um sotaque qualquer e as festas da alta roda ficam à nossa mercê.

Engenheiro - a evitar a todo o custo!

Irmã (freira) - permite o acesso a todo o lado sem que alguém se atreva a pedir explicações.

Juíz - para apresentar ao GNR-BT que nos apanhar no radar a 200 km/h.

Madre - o mesmo que o de Irmã, com a vantagem de não obrigar a fazer a barba.

Major - basta ver onde chegou o Valentim Loureiro.

Nobilístico-Dom - dispensável, a menos que tenham inveja do D. Duarte Nuno. Neste caso, uma ida ao psicólogo não fará mal...

Nobilístico-Sir - finérrimo, podem até alegar terem já sido James Bond há uns 39 filmes atrás.

Prof. Doutor - ninguém sabe bem o que é, mas soa sempre bem.

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Honorífico? Só se for para rir!

Do Denúncia Coimbrã: ao abrir uma conta no Banco Best, o futuro cliente pode escolher o "título honorífico", de entre uma lista recheada de verdadeiras pérolas, incluindo "Irmã (freira)" e "Nobilístico-Sir".
Curiosamente, apenas alguns dos títulos contemplam o equivalente feminino, ficando de fora um título tão simples como "Advogada". Talvez porque, nessa caso, seja preferível um "Doutora"?
De fora ficam também os básicos "Senhor" e "Senhora", provavelmente por lhes faltar "sangue azul".

Vale a pena passar os olhos pela lista completa:

Advogado
Alferes
Almirante
Arquitecta
Arquitecto
Barão
Brigadeiro
Capitão
Cardeal
Comandante
Comendador
Conde
Condessa
Conselheiro
Coronel
Cónego
Cônsul
Desembargador
Doutor
Doutora
Duque
Duquesa
Embaixador
Embaixatriz
Engenheira
Engenheiro
Furriel
General
Irmã (freira)
Juíz
Madre
Major
Marechal
Marquês
Monsenhor
Nobilístico-Dom
Nobilístico-Sir
Padre
Princesa
Prof. Doutor
Prof. Doutora
Professor
Professora
Príncipe
Reverendo
Sargento
Tenente
Tenente Coronel
Visconde

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Ajuda de Mãe

Mão amiga enviou-me este aviso:

Campanha Dia da Mãe, 2 e 3 de Maio

Pelo 4.º ano consecutivo, a Ajuda de Mãe criou a Campanha do Dia da Mãe 2007, a decorrer nos dias 2 e 3 de Maio.

Onde ajudar?
No Cascais Villa e na sede da Ajuda de Mãe, para receber os donativos, novos ou usadas.
No Centro Colombo e no Pingo Doce de Linda-a-Velha para angariar fundos, contri­buindo com a compra de um porta-chaves Ajuda de Mãe.

Como ajudar?
Pode entregar roupas de grávida e de bebé, roupas de berço, biberões, carrinhos, chuchas, cadeirinhas, alcofas, papas, camas de grades, leite em pó, fraldas até aos 9 meses, produtos de higie­ne para as mães e para bebés, brinquedos.

1 comentários:

Em 06 novembro, 2007 16:55, Anonymous Anónimo disse...

Gostava de informar e ao mesmo tempo reprovar que em nenhuma informação sobre a Ajuda de mãe, está indicada a vossa morada,era bom penso eu que figurasse em todos as vossas imagens de marca....podia fazer a diferença de ir ou não ir a Ajuda de mãe, talvez junto ao logotipo
Obrigada

 

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segunda-feira, abril 23, 2007

Ex-presos

Eis o novo serviço de transporte da Rodoviária:


(Nota: a foto não foi manipulada, tirei-a eu mesmo no dia 22, em Cascais.)

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Queremos um novo Estoril-Sol amigo da Marginal

É este o título de uma petição on-line que exige à Câmara Municipal de Cascais que reavalie o projecto da urbanização planeada para substituir o antigo Hotel Estoril-Sol. Eu já assinei!

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Simplex galardoado

Esta piada parodia uma das melhores coisas que já passou pela nossa Administração Pública - o Simplex -, a pretexto de um suposto problema que tresanda a ataque político - o caso "Engenheiro Sócrates".
Mas que tem piada, lá isso tem!



UNIÃO EUROPEIA GALARDOA PROGRAMA SIMPLEX COM O MAIS ALTO GALARDÃO DA MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

"Hoje, pela 16h30, o júri da União Europeia atribuiu o galardão baseado principalmente na possibilidade de, em Portugal, se poder obter, no contexto da modernização administrativa, a LICENCIATURA NA HORA."

1 comentários:

Em 27 abril, 2007 00:44, Anonymous capitolina disse...

Não se pode dizer que não tenha piada!

 

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É muito tempo!

Pinto da Costa comemora hoje 25 anos na presidência do FC Porto. Dezenas de títulos desportivos, no futebol e não só, confirmam-no como um empresário de sucesso, apesar da sombra negra do "Apito Dourado".

Como simpatizante do FC Porto, tenho de agradecer a Pinto da Costa toda a glória que trouxe ao clube.
Como cidadão a quem o futebol não turva a vista, tenho todas as dúvidas sobre a legalidade com que se move o mundo futebolístico. E 25 anos na presidência é, convenhamos, demasiado tempo, e só adensam as suspeitas que recaem sobre Pinto da Costa.

Do pedestal deve sair-se sempre pelo próprio pé, caso contrário a queda é garantidamente dolorosa.

1 comentários:

Em 24 abril, 2007 10:44, Blogger Sócrates disse...

Os meu parabéns. Deve ser dos poucos simpatizantes Portistas a achar que há algo estranho no mundo do futebol (em particular com o Pinto da Costa e no geral com todos os clubes)!

 

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quinta-feira, abril 12, 2007

Portugal, um outro retrato social

O meu post de ontem relativo aos bilhetes de comboio fazia referência a um outro post mais antigo, onde dava a conhecer a vergonha que é a estação de Coimbra-B.
Parece que algumas almas mais bairristas se sentiram ofendidas ao ver a "sua" estação criticada negativamente. Acontece que esta também é a "minha" estação, dado eu ter nascido e crescido em Coimbra, e estar para sempre ligado a esta cidade. E também por isso me sinto na obrigação de denunciar algo que considero errado.
Mas como eu não gosto de ofender ninguém gratuitamente - mesmo tendo em conta que alguns dos comentários que recebi fossem indignos de ser publicados -, aproveito para esclarecer 2 ou 3 coisas.

Para começar, admito que errei ao dizer que a estação só tinha um quiosque, e que este estaria sempre fechado. De facto, há um quiosque que eu, por coincidência, sempre encontrei fechado, e que por azar é o único que se vê quando se entra na estação, se compra bilhetes, ou se apanha o comboio para Lisboa. Há um outro quiosque que, aparentemente, costuma estar aberto, mas que curiosamente só se vê à saída do comboio (e mesmo assim depende da plataforma) e que eu também encontrei fechado na semana passada. Mas adiante.

O que é realmente estranho é que haja quem esteja contente com esta estação. Porque não se importa de arriscar a vida a atravessar uma linha férrea, desde que isso evite subir e descer escadas ou elevadores. Porque não se importa de carregar as malas à chuva entre o carro e a estação, desde que não tenha de pagar estacionamento. Porque não se importa de comer em pé ao balcão de um bar atarracado, desde que a comida seja baratinha.

Esta capacidade de nos satisfazermos com tão pouco é, sem dúvida, uma das principais razões do atraso de Portugal em relação a países mais desenvolvidos. Esta disposição natural para nos resignarmos ao pouco que temos, desde que se poupe um tostão ou uma gota de suor, é que nos impede de avançar, progredir, evoluir.

Terá Álvaro António Barreto razão, ao pintar a manta tão negra?

1 comentários:

Em 12 abril, 2007 15:19, Blogger Miguel disse...

Coimbra-B, que saudades, faz mais de 10 anos!

 

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quarta-feira, abril 11, 2007

Nem tudo o que luz é ouro

Desde há uns tempos que é possível adquirir bilhetes de comboio através da Internet, com a vantagem de não ser sequer necessário imprimir o bilhete, pois um SMS enviado para o nosso telemóvel é quanto baste para viajar.
Acontece que este sistema tem algumas "falhas", que passarão despercebidas ao comum dos mortais. Por exemplo, ao contrário dos bilhetes comprados na bilheteira, um bilhete comprado na Internet não pode ser trocado no caso de se perder o comboio; e, mesmo no caso de se pretender antecipar a viagem, a troca só é permitida perante apresentação de um bilhete em papel.
E se esta limitação obrigar a ficar 2 horas à espera na "estação" de Coimbra-B, então o melhor é esquecer a tecnologia e recorrer à velha bilheteira. Aqui fica o aviso!

1 comentários:

Em 11 abril, 2007 16:10, Blogger SC disse...

Já comprei pela internet mas optei por imprimir o comprovativo.
Prefiro comprar no multibanco, pois o recibo serve de bilhete.

Obrigada pelo aviso! :)

 

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Não me posso esquecer de...

...ao preencher um qualquer formulário, não escrever, no campo da profissão, "Engenheiro", sendo aconselhável ficar-me por um "Licenciado em engenharia".

...pedir ao meu banco para retirar o "Eng." que, sem que alguém lhe pedisse, resolveu espetar antes do meu nome em tudo o que é correspondência e cartões Multibanco.

...verificar se a data que consta do meu diploma era algum Sábado, Domingo, Feriado, dia de ponte ou com tolerância de ponto.

9 comentários:

Em 11 abril, 2007 16:11, Blogger SC disse...

Eu também vou passar a ter mais cuidado com as datas...!

 
Em 16 abril, 2007 00:33, Blogger Rui Cartaxo disse...

Tal como o articulista, também eu sou licenciado, em Economia, e apanhei com o Dr nos cheques da Caixa, cartões de crédito, etc. Ah, já agora, está no meu certificado da habilitações, licenciei-me no ISE (prestigiada escola pública de Economia, onde se licenciaram o Doutor Cavaco Silva, Vitor Constâncio, Miguel Beleza, Ernâni Lopes, etc.) no ano de 1980, no dia 7 de...Agosto!

 
Em 16 abril, 2007 03:28, Blogger Abruxo disse...

País mesquinho este...
Um não é “engenheiro” o outro não é “advogado”, mas fala …como se fosse. Consultem a ficha dele como deputado...
Quem falou em falta de caracter e usurpação de título?
Cá se fazem cá se pagam.

 
Em 19 abril, 2007 18:24, Blogger dorean paxorales disse...

"licenciado em engenharia" é uma profissão?

 
Em 19 abril, 2007 23:08, Blogger naïf disse...

Pois não será uma profissão, mas então alguém que me explique qual é a profissão de um licenciado em engenharia, que faz trabalho de engenheiro, mas que não pode alegar ser "Engenheiro" por não estar inscrito na ordem.

 
Em 20 abril, 2007 01:42, Blogger dorean paxorales disse...

Conheço quem trabalhou como engenheiro embora ainda quase-licenciado. A empresa chamava-lhe "engenheiro" e pertencia ao quadro. O ACP também. Mais tarde, e depois de acabar o curso (no Técnico, atenção), mudou de vida. Ao deixar a engenharia, deixou o títalo para trás.
Isto à excepção do ACP mas só porque dava muito trabalho explicar aos senhores dos carros estas coisas.
Nunca esteve inscrito em qualquer ordem e é hoje em dia um homem feliz apesar disso.

 
Em 20 abril, 2007 16:25, Blogger Fora-de-Lei disse...

Eu não me posso é esquecer como é possível "Inglês Técnico" fazer parte do curriculo de uma licenciatura, seja ela qual for. É como se alguém se lembrasse de incluir numa Licenciatura de Letras a cadeira de "Calão Alfacinha"...

 
Em 21 abril, 2007 10:17, Anonymous Anónimo disse...

Num país, onde o analfabetismo era a norma até à pouco tempo, é fácil fazer intriga da mais baixa.
Muitos se questionam por exemplo sobre a disciplina de Inglês Técnico, que não teria razão de existir, mas por acaso já repararam que durante o lamentável massacre na Virginia Tech, executado por um estudante de Eng.ª Civil, foi morto um ilustre professor de Inglês Técnico!

 
Em 22 abril, 2007 21:18, Blogger Sócrates disse...

Se um Engenheiro é uma pessoa inscrita na Ordem dos Engenheiros, então não sei qual a dúvida.
Trata-se de um título restrito a essas pessoas e tal como eu, que ando a tirar o curso de Engenharia Informática caso não me inscreva na Ordem dos Engenheiros não quero que me tratem por Engenheiro nem vou dizer que já acabei o curso, também outros não devem atribuir-se a si próprios títulos que não possuem (quer o titulo seja Engenheiro Licenciado, Mestre, Doutor, Bacharel,etc)

Cá em Portugal é que tem tudo a mania e o penacho e muito gostam de ser tratados por "Sr. Dr." ou "Sr. Eng." quando não têm o grau académico para tal e vive-se nesta alegre patetice de "não chamar os bois pelos nomes", exigindo muitas vezes, as pessoas entenda-se, serem tratadas por títulos que não possuem: não seria a primeira vez que uma Professor/a do básico/secundário/ensino superior exige aos alunos que o/a tratem por doutor/a quando nem o mestrado tem, ou colegas de trabalho exigirem aos outros o mesmo sem terem o grau.

Um pouco mais de humildade e honestidade não faz mal a ninguém... e se nos tratam por um titulo que não temos, só nos fica bem recusá-lo (e se a pessoa modifica a forma de nos tratar por causa disso, então quem está mal é ela, não nós).

 

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Há momentos em que é melhor ficar calado

No final de um longo e cansativo dia de trabalho, a última coisa que me apetecia era um taxista com vontade de conversa.
Logo me calhou um daqueles que, do primeiro ao último minuto, disse mal de meio mundo, especialmente por considerar que (quase) tudo o que é acidente rodoviário é devido às más condições da estrada, falta de sinalização, má fiscalização, etc.
Eu até estaria disposto a concordar com ele, mas dado que tudo isto foi dito enquanto conduzia em excesso de velocidade numa estrada alagada pela chuva, optei pelo silêncio...

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Portugal, um retrato social

Vi hoje, pela primeira vez, um episódio (o terceiro de sete) da série "Portugal, um retrato social", da autoria de António Barreto.
É muito, muito bom! Mas a análise que faz das mudanças sociais operadas no nosso país nos últimos 40 anos é, por vezes, de difícil digestão.
Pelo tom do próprio António Barreto - grave, denso, jamais alegre. Pela visão muito crua da nossa sociedade, capaz de provocar os mais diversos sentimentos - da imensa tristeza ao ver como era miserável a vida dos nossos avós, ao orgulho no mundo moderno que é o nosso, onde tudo é possível.
A comparação entre os anos 60 e o início do século XXI é sempre feita, aparentemente, através do que mudou para melhor - e foi quase tudo! Mas raramente deixa um sentimento optimista, pois logo a seguir é-nos dada uma visão pouco cor-de-rosa da realidade.
À melhoria da medicina e aumento da esperança de vida, logo se contrapõe o isolamento dos velhos; perante as inúmeras oportunidades que as cidades apresentam em comparação com a vida rural de há 30 anos atrás, logo se nos apresenta a visão sombria da vida nos subúrbios.
Não é por acaso que António Barreto não se refere às mudanças como sendo para melhor ou para pior. Apenas diz que a vida, hoje, é... diferente.
A não perder!

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quarta-feira, abril 04, 2007

1º aniversário

O Naïfismos faz hoje 1 ano. Enquanto a razão de ser que lhe deu origem se mantiver, cá estarei - quando me apetecer, quando tiver tempo, quando sentir necessidade.

1 comentários:

Em 04 abril, 2007 23:43, Blogger SC disse...

Que as razões mudem (ou não) mas que a escrita inteligente continue!
Parabéns!

 

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